Visiona, Cetesb e Florestar firmam acordo de cooperação técnica para monitorar a recuperação de áreas degradadas no estado de São Paulo

– Acordo de cooperação técnica marca avanço na forma como o Estado de São Paulo vai monitorar a recuperação de áreas degradadas.

 

São Paulo, Brasil, 11 de novembro de 2025 – A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vai passar a fiscalizar, por imagens de satélite, a recuperação de áreas degradadas em São Paulo. A iniciativa foi oficializada na última terça-feira (4) com a assinatura de um acordo de cooperação técnica com a Visiona Tecnologia Espacial e a Florestar São Paulo, durante o Summit Agenda SP + Verde, evento promovido pelo governo de SP, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), além da prefeitura de São Paulo e a USP.

O projeto prevê o desenvolvimento de uma plataforma digital capaz de cruzar imagens de satélite com informações já disponíveis nos sistemas utilizados pela Cetesb para mostrar, em tempo real, se uma área degradada está de fato se regenerando. Essas áreas fazem parte dos chamados Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRAs), que são os acordos firmados com empreendedores para que promovam o replantio e a restauração da vegetação nativa.

Hoje, esse acompanhamento é feito de forma manual: técnicos precisam visitar os locais, tirar fotos e preencher relatórios. O novo sistema deve reduzir deslocamentos, acelerar a fiscalização e aumentar a precisão das análises.

“São mais de quinze mil hectares em diferentes estágios de recuperação espalhados por todo o estado. Com o apoio da tecnologia, poderemos acompanhar a evolução dessas áreas de forma contínua e transparente”, afirma o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo. “É a ciência e a inovação tecnológica a serviço da recuperação da natureza.”

Como vai funcionar

A ferramenta — financiada pela Fapesp, dentro do programa PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) ao valor de R$ 1,2 milhão — vai usar imagens de satélite em alta resolução para mostrar a evolução da cobertura vegetal ao longo do tempo. Na primeira fase, será possível mapear e diagnosticar as áreas em recuperação; em seguida, o sistema passará a emitir alertas a partir do monitoramento da recuperação da vegetação nos termos de compromisso do Estado sempre que houver alterações significativas.

Segundo João Paulo Campos – Diretor-Presidente da Visiona Tecnologia Espacial – A parceria com a Cetesb e a Florestar é um marco na aplicação da tecnologia espacial à sustentabilidade. Ao integrar imagens de satélite e inteligência geoespacial, a Visiona oferecerá uma visão precisa e contínua da evolução das áreas em restauração, apoiando a transparência e a eficiência das políticas públicas ambientais.

Esse projeto demonstra como o domínio da tecnologia nacional pode gerar impactos concretos na recuperação ecológica e na governança ambiental, fortalecendo a soberania tecnológica do país. É um exemplo claro de como a cooperação entre o setor público e a iniciativa privada pode transformar inovação em resultados tangíveis para o meio ambiente e para a sociedade.
A Visiona, empresa brasileira de tecnologia espacial controlada pela Embraer e pela Telebras, será responsável por desenvolver a plataforma. Já a Florestar São Paulo, associação que representa o setor de florestas plantadas, vai contribuir com dados e apoio técnico.

“Essa parceria demonstra como a inovação tecnológica pode ampliar o alcance e a efetividade das ações de recuperação ambiental. Ao contribuir para o desenvolvimento dessa solução, a Florestar reforça a importância da cooperação entre o poder público e a iniciativa privada para fortalecer as estratégias de restauração e conservação no estado de São Paulo”, afirma a executiva em Relações Institucionais da Florestar – Indústria Florestal Paulista, Fernanda.

📷 © Fernando Hisi

Sobre a Visiona

Criada em 2012, a Visiona Tecnologia Espacial é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras. Voltada para a integração de sistemas espaciais e à prestação de serviços baseados em satélites, a companhia atende aos objetivos do Programa Espacial Brasileiro e a demandas de mercado.

A Visiona foi a responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC1, lançado em 2017. Em 2023, a empresa lançou o VCUB1, o primeiro nanossatélite de observação da terra e coleta de dados projetado por uma empresa no Brasil. Atualmente a Visiona lidera o projeto do satélite SatVHR de observação da Terra de altíssima resolução, apoiado pela FINEP e com ampla participação de empresas e ICTs brasileiras.

A Visiona também fornece produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite, bem como Aerolevantamento SAR nas Bandas X e P, sempre buscando a vanguarda tecnológica. Nesse mercado, a Visiona já realizou mais de 100 projetos em diversos setores como o de agricultura, óleo e gás, serviços financeiros, utilidades, meio ambiente e defesa.

Sobre a CETESB

A CETESB, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, é o órgão estadual responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades que possam gerar poluição. Sua principal missão é preservar e recuperar a qualidade das águas, do ar e do solo.

Criada em 24 de julho de 1968, pelo Decreto nº 50.079, a CETESB, com a denominação inicial de Centro Tecnológico de Saneamento Básico, incorporou a Superintendência de Saneamento Ambiental – SUSAM, vinculada à Secretaria da Saúde, que, por sua vez, absorvera a Comissão Intermunicipal de Controle da Poluição das Águas e do Ar – CICPAA que, desde agosto de 1960, atuava nos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Mauá, na região do ABC da Grande São Paulo.

Sobre a Florestar

Fundada em 1990, a associação estadual é formada por empresas da indústria de árvores cultivadas. Articulada nacionalmente, tem atuação dedicada à representação institucional da cadeia produtiva florestal no estado de São Paulo, Brasil.

Sobre a Embraer

Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A Companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer Serviços & Suporte a clientes no pós-venda.

Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 150 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Sobre a Telebras

A Telecomunicações Brasileiras S. A. – Telebras é uma sociedade anônima aberta, de economia mista, constituída em 09 de novembro de 1972, nos termos da autorização inscrita na Lei n° 5.792, de 11 de julho de 1972, vinculada ao Ministério das Comunicações. O sistema Telebras foi privatizado em 1998, mas a empresa reativada em 2010 com o desafio de contribuir para a universalização da banda larga no Brasil: implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal, apoiar e suportar políticas públicas em banda larga, além de prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, Estados, Distrito Federal e municípios.

A reativação da Telebras, agora como operadora de telecomunicações com a missão de levar banda larga de qualidade e a preços baixos aos municípios mais distantes do País, foi estratégica. A sua rede de fibra óptica chega aos locais mais remotos, reduzindo o custo de conexão para os provedores regionais, além de promover inovação tecnológica, com a criação de uma rede moderna com tecnologia de ponta.

A Telebras cumpre o seu papel de empresa pública ao conectar os principais organismos da administração pública federal. E também a sua missão social de atuar para a universalização da banda larga no País.